Muitos criadores questinam se é a fêmea ou o macho que transmite a respectiva genética para as crias? A maioria dos que respondem dizem que é a fêmea. Alguns poucos dizem que é o macho. Na verdade, é um assunto controverso. Há um sentimento imperceptível entre nós que é o mesmo do judaismo: tem-se certeza que o filho da mulher é dela mesmo, já o do macho efetivamente pode ser e pode não ser. Por isso, é considerado judeu aquele que é filho de uma judia. A partir desse pensamento, recomenda-se: se quer conservar uma genética selecione bem as fêmeas, não se terá o perigo de engano. Embora, hoje já se tenha o exame de DNA para a respectiva genotipagem, mas nem sempre há disponibilidade de material.
Temos, logicamente que, cada vez mais buscar a ajuda desse procedimento técnico para, quem sabe, daqui a algum tempo possamos usufruir de informações mais seguras. Bom, o que quero dizer, por ora e pelas minhas experiências na criação de pássaros que a qualidade pode ser transmitida pela fêmea como também pelo macho. Aqui na Lagopas, temos muitas experiências nesse sentido. Há machos que dão filhotes espetaculares com qualquer fêmea e vice-versa. sabe-se que em genética nada é certeza e não há um fórmula perfeita, muita perspicácia e observação quanto a efetividade. Uma questão importante é que de um macho pode-se tirar centenas de filhotes em um espaço de tempo, já das fêmeas essa produtividade é bem menor, quer dizer a disseminação da raça é bem mais restrita nelas. Então, para nós é pura balela que a qualidade esteja de forma mais marcante nas fêmeas. Ambos podem transmitir, ou não, uma qualidade que se quer fixar.
Aloísio Pacini Tostes
Multiplicar para Conservar