Situações de emergência
Quando notarmos a ave embolada, com as asas caídas, revelando um profundo mal estar, precisamos agir rápido. É muito difícil o sucesso no tratamento curativo, nesse caso, e mais ainda quando se trata de filhote com menos de 1 ano de idade.
Para se tentar salvar o pássaro fazer o seguinte:
- separar a ave doente e lembrar que ave doente não quebra o alimento, nem bebe água. Quando for filhote e estiver frio, a fêmea não dará comida, porque ele não consegue pedir.
- devemos aquecê-los, fornecer alimento fácil de ser apreendido e digerido (broa, Neston ou glicose no bico) dar água molhando-se um cotonete e deixando a ave bicar. Algumas pessoas mais habilidosas poderão tentar ministrar uma gota do colírio à base de sulfato de neomicina e gentamicina diretamente na narina.
- abaixar os poleiros para que fique sem riscos de cair;
- procurar analisar para saber a origem da doença;
- atentar, em especial, para a intoxicação por alimentos ou contato com agentes poluentes (cheiro de tinta, fumaça de trefon);
- desinfetar a gaiola, diariamente, se possível com fogo;
- colocar o soro hidratante no lugar da água de beber (a dose do soro deve ser diluída com o dobro de água, devido à sensibilidade da ave à dose de sal do soro humano);
- se for problema respiratório evidente com o abrir e fechar do bico, tentar fazer nebulização com água quente ou com nebulizador. Utilizar soro fisiológico e tilosina e quando o quadro for muito grave acrescentar poucas gotas de bronco dilatador. Proceda com muito cuidado, pois como já falamos nem sempre a hiperpnéia está relacionada a quadros respiratórios;
- é aconselhável administrar comida cozida, rica em proteínas, durante a fase aguda da doença.
- manter a ave numa temperatura ambiente de 30 graus. Se necessário, encostar uma lâmpada acesa próxima à gaiola ou usar aquecedor de ambiente ou individual de gaiola;
- renovar algumas vezes por dia o papel do fundo da gaiola para detectar diarréias e/ou fezes em sangue e
- examinar a ave com a ajuda de um médico-veterinário especializado para analisar o quadro patológico, realizar exame de fezes e outras secreções e administrar medicação mais indicada.
Após essas providências, iniciaremos o tratamento curativo recomendado para cada caso, conforme os sintomas apresentados nos itens que se referem às principais doenças que atacam nossos pássaros.
Obs.: Os líquidos administrados pelo bico devem ser dados com auxílio de cotonete embebido no medicamento, assim a ave, ao bicar o algodão, tomará o remédio sem risco de sofrer asfixia, muito comum de ocorrer (sempre do lado direito do bico da ave). Pode-s, também, administrar com muito cuidado e critério uma gota em cada narina de colírio com sulfato de neomicina e gentamicina., como um tratamento emergencial em casos desesperadores.
Aloisio Pacini Tostes – Bonfim Paulista – Ribeirão Preto SP