MANEJO PARA O TORNEIO DE FIBRA
Retirado do Livro Criação de Bicudos e Curiós do
autor
Pássaro de torneio,
especialmente, de fibra, como já foi dito, tem que ser tratado com muito
cuidado. Todos os anos a rotina deve ser repetida. Quando saem da muda, estão
frios e fechados. No início da temporada deve-se trabalhar muito mais do que no
final, levando em conta que depois que o bicudo ou curió adquirirem fogo, isto
é, estiverem abertos, o trabalho é manter a forma com menos intensidade no
manuseio.
Começa-se passeando
bastante com cada um, isoladamente. Enquanto o pássaro não estiver totalmente
aberto, carregue-o somente com a sua fêmea para passear. Quando perceber que
ele está cantando forte e de fogo, aí sim, pode-se levá-lo acasalado junto com
outro casal. Também é salutar que escutem de longe o canto de outro bicudo ou o
canto de outro curió, estranhos para eles, estimula e serve para irritá-los.
Não se deve nunca
ficar trocando de lugar na casa o pássaro de torneio. Depois que voltar do
passeio, trocar a água da banheira e colocá-lo, de imediato, no prego. Lembrar
que a ave de torneio é como um cavalo de corrida, terá que ficar sempre
recolhida obrigatoriamente no seu prego, à exceção dos momentos de passeio e
exposição ao sol.
Quando o
passarinheiro entender que pendurar a ave para cantar do lado de fora da casa
melhora o desempenho, deve procurar não exceder o prazo de trinta minutos por
dia. Se passar disso seu desempenho no torneio ficará prejudicado,
principalmente para o de fibra.
Aloísio
Pacini Tostes
Bonfim
Paulista – Ribeirão Preto SP