CAVACO

07/05/2013

 

Em 1986, percebi um bom curió na mão Fávaro de Ribeirão Preto, o Presidente, canto praia liso de boa qualidade, boa produção e muito lindo pássaro. Depois de algum tempo consegui pegá-lo. Não custou muito, fiz um bom negócio. O nome, não gostei e não gosto de nomes vulgares e que denotam e querem mostrar superioridade. Daí, troquei para CAVACO, achei que cabia mais, rsss. Cavaco era gostoso de mexer sempre pronto e muito manso. Fui a alguns torneios sempre com troféus, quase não dava cabeça (entre os cinco primeiros) mas firme de quinto a décimo na maioria das vezes. Tinha um péssimo costume, não consegui descobrir o porquê. Estava matando, quando chegava a marcação e ajuntava gente, ia para o cocho e ficava por lá pelo menos 5 minutos dos quinze, o pior era que tinha volume mas não utilizava todo o seu potencial. Apenas uma vez foi um campeão, em Cuiabá MT. O interessante é que antes de colocá-lo na roda sua gaiola caiu de cima do capô do carro. Ficou com a cara toda suja de areia, dei uma arrumada, esperei um pouco mais e o coloquei na disputa. Foi o campeão do torneio, ganhou por um canto de um bom curió do saudoso amigo Nain Asmar de Inhumas GO. Foi uma choradeira danada, nos encontramos na viagem e ele xingava em turco "raladina, charmut" eu não sei o que quer dizer, mas coisa boa não era. Dali para a frente, não podia me ver que reclamava. Eu brincava: "foi um só" Levantava o dedo e aí ele ficava mais bravo ainda. Mas, não deixou de ser um grande companheiro. Fiquei com ele apenas por dois anos e logo passei por causa do defeito de ir para o cocho na marcação. Era um estresse danado, mesmo assim era um belo curió.

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