CHIBATA

06/04/2014

Fui com o amigo João Vitorino a Batatais SP em 1983 para comprar o Casinha, lá chegando vi que havia outro curió cantando muito um praia liso muito agradável. O João logo me deu o aviso passando a mão nos olhos, percebi que ele era cego de um olho. Mas o bicho voava na gaiola que poucos percebiam. Bom, comprei meio no impulso mais pelo canto. Não sabia que ele era tom bom quanto foi. Durante 4 anos que ficou comigo ganhou troféus em todos os torneios que foi. Inclusive em um torneio em São Gonçalo no ano de 85, quando qualquer curió de fora que lá ia era assaltado na marcação como sempre fui por lá. Mesmo assim ele tirou quinto lugar com o marcado tirando canto dele a cada cantada. Outra proeza dele: “num torneio em Divinópolis MG, na final engasgou com uma casca de cânhamo e caiu de costa no fundo da gaiola, ficou assim durante seis minutos, se batendo. Quando se soltou, voou pra cima, começou a cantar e ainda tirou quarto lugar, um assombro”.  Extraordinário, o nome dele era CHIBATA, porque dava muita lambada no vizinho na ora dos torneios, muito agressivo. Devo ter tirado quase uma centena de troféus com ele. Meu amigo Roberval (Gambirinha) era doido para ter o bicho. Aí, resolvi passar, o mais engraçado: Viajou comigo durante tantos anos, colocava o Chibata na roda, andava com ele “espalmedado” e nuncar percebeu que ele era cego de um olho. Fiquei pasmado quando me disse, você não me avisou. Ri demais porque havia sim dito: “olha o defeito dele está na vista". Depois foi para Ribeirão Preto na mão de Jorge Palaretti, tirou muitos troféus onde infelizmente foi a óbito depois de mais dois anos. Muito bom pássaro e muitas alegrias com ele. 

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