06/04/2014
Em l985, em torneios ali pelo triângulo mineiro apareceu um curió espetacular o Diamante Negro, era de Ituiutaba MG, do um amigo o Evandro. Cantava praia clássico um verdadeiro espetáculo. Mesmo assim era colocado na roda de fibra e durante uns três anos deu muito trabalho para ganhar dele. Embora nossos curiós fossem espetaculares. Despertou muito a atenção de nós todos. Então, no torneio de 1987, em Ituiutuba o amigo Lenilson (viajava muito conosco para variados locais), ficou a manhã inteiro pelejando para comprar o Diamante, e não conseguiu, tentei ajudar, incentivei mas ele por uma “merreca” não pegou o bicho. Voltamos para Brasília, ele reclamando e ou o gozando você é um “capivara” jeito que ele gostava de zoar os outros. Bem, passados uns dois meses o Evandro me ligou numa sexta feira de manhã, para oferecer o excelente curió e me disse: “desentendi aqui com minha família e se você quiser te cedo o bicho por um preço razoável, só que tem que ser à vista”. Fechei o negócio e nesta mesmo dia passei no “trevão” peguei o bicho e fomos direto para o torneio em Santo André SP. Lá peguei segundo lugar com o Casinha (fui roubado escandalosamente) e terceiro com este curió que resolvi chama-lo de “CAPIVA” abreviatura de capivara justamente para cutucar o amigo Lenilson. Ganhei muitos torneios com ele inclusive alguns de canto e fiz o que mais me interessava a gravação de seu canto já que era discípulo do Xodó e tinha um timbre de voz diferente de outros. Seria e é uma contribuição a mais na questão canto de curió. Só que há uma certa unanimidade nesta área, se ela é burra não poderia dizer pelo menos estranha é. Bom, a verdade é que o Lenilson ficou desesperado para adquirir o Capiva e depois de algum tempo passei para ele que mudando para o RS o levou, foi bem por lá, mas logo depois veio a óbito.