07/05/2013
Meu amigo Roberval veio de Ponta Grossa PR, esteve lá em casa do Tenente Alcides e trouxe uns três curiós de lá. Isso em 1985, mais ou menos. Um deles parecia um bicudo de tão grande, diria enorme. Chamava a atenção pelo tamanho embora não fosse mestiço, era curió puro mesmo. Talvez algum parentesco com os curiós da serra de Santa Catarina. De lá os curiós eram muito grande parecidos. Só que ele tinha o corpo esquio, longilíneo que realçava seu comprimento exagerado. Adquiri o bicho só na intuição porque não havia nenhuma "carta" sobre o comportamento dele. Acasalei o bicho e qual não foi a minha surpresa ele aprontou rapidinho. Levei ele para um treino e foi um verdadeiro show. Ele fofova e cantava todo inchado se tremendo todo, um espetáculo na roda. Todos que estavam por perto faziam questão de admirá-lo. Só não tinha muita quantidade porque não repetia, só um canto muito algo e quando muito dois por causa da rasgada que vinha em seguida. A Lagopas na época tinha outros curiós mais produtivos mas nenhum chamava tanta atenção quanto CHULÉ. Depois de alguns torneios tirando troféus entre oitavo e décimo quinto, conformamos com a situação. Pelo menos sabíamos que ele espalhava brasa. Os curiós vizinhos iam para o saco, intimidava quase todos pelo jeito inchado de cantar num volume altíssimo. Não demorou muito apareceu um interessado, o Antonio Carlos Carone ficou encantado com o bicho. Quis pegá-lo e fizemos o negócio, me deu um bicudo de canto que havia sido meu e uma pequena volta. Comentou na oportunidade: "ora, porque esse nome Chulé?, muito feio, vou mudar para "bonitão". "É, concordei, assim soa mais bonito, vai fundo". Dessa forma o Chulé mudou de Brasília para Belo Horizonte.