CURURU

07/05/2013

Em 1987, surgiu nas rodas no Brasil Central trazido pelo Maurício de Goiania, ainda com penas de pardo, se mostrou um excelente curió. Não deu outra na segunda roda o Celso Neves o adquiriu e aí veio aquele problema. Se a fêmea não veio certa como pareceu o curió sente muito ainda mais se for novinho como ele. Passado alguns meses ele me perguntou "quer ficar com aquele "pintado" que foi do Maurício"?? Respondi: "ora, se for em boas condições fico". Deu certo, peguei o bicho pois via nele um grande potencial pela rapidez e quantidade de canto era absurda. Coloquei nele o nome "CURURU' para mexer com o amigo, relacionando-o com o Sapo Cururu de nariz grande. 

Ele mudou ficou preto e fui aos poucos tentando acasalá-lo com um fêmea excelente bem mansinha de quem-quem baixo e carinhosa. Aos poucos ele começou a "levantar" e firmar o canto. Bom, logo nos primeiros torneios que foi já levantou taça. Na época dele, tinha junto os campeoníssimos Calunga e Cometa, imbatíveis. Mas ele não ficava para trás, tinha apenas menos "cancha". Tanto que em um torneio em São José dos Campos que o pessoal do Rio queria me pegar para prensar o Calunga que havia dado um show 15 dias antes em Rezende RJ, logrando ganhar o torneio no meio de 254 curiós. Na certa pensaram em apertá-lo com dois curiós vizinhos do canto alto para intimidá-lo. Na hora de colocar na estaca troquei os dois de lugar coloquei o Cururu na estaca do Calunga. Aí o bicho pegou os dois curiós vizinhos viram "merda", o Cururu começou a cantar baixinho tremendo as asas , assobiando e rasgando como era sua características. Não deu outra, lá pelas dez horas os dois  foram para o saco, a banana comeu o macaco. O Cururu ganhou     sétimo lugar nesse torneio e fui campeão com o outro o Cometa. Nesse dia o Calunga não estava muito bom ficou em décimo segundo. E assim foi até que passei os dois e ele ficou como o "expoente" da Lagopas. 

Já no início de 90 fui a um torneio em Rio Verde GO, lá o CURURU arrebentou, deu quase duzentos cantos em 10 minutos na classificação e aí despertou o interesse de muitos, entre eles o Pedro Aurélio do Rio que ficou encantado com o desempenho dele. Aí, não aguentei a proposta ele me deu o bicudo RAONI, campeão de fibra e que veio ser um raçador da Lagopas, motivo de alta linhagem na criação. Cuja história é contada em outro texto.  Assim, o CURURU foi para o Rio de Janeiro, teve algum sucesso por lá, mas não chegou a ser o grande destaque, embora tenha ganho alguns torneios. 

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