13/05/2013
Em 88 fomos para Cuiabá MT no torneio de canto. Junto estava Walter Peba e Roberval Tavares. Fomos de Kombi levando mais de 20 pássaros para as provas. Sei que voltei com 18 troféus, quer dizer ganhei quase tudo em todas as modalidades. Mas perdi uma que supunha certa o primeiro lugar no "peito de aço" - canto livre com repetição. O Caxangá que era do Walter ganhou do Coqueiro, ficamos em segundo. Via a apresentação dele e fiquei impressionado, realmente imbatível. Isto porque Caxangá não repetia muito, dava uma média de 10 cantos, assobiando e rasgando com uma rapidez incrível. Naquela época marcavasse pela quantidade e não pelo tempo. Bem, dessa forma ele ganhou do Coqueiro que repetia muito mais por causa do volume. Não me dei por rogado, na volta para Brasilia, dei o meu SP2 em troca do Caxangá. Na semana seguinte fomos para o Rio de Janeiro, aí levei tres curiós repetidores, Caxangá, Coqueiro e ........, não me deram o primeiro lugar, lá não tinha jeito, embora sabendo que era impossível ganhar do Caxanga. Logo em seguida fui para Belo Horizonte para o torneio e lá não teve jeito Caxangá na cabeça. Aí meu amigo Antonio Carone chegou perto de mim e disse, esse é meu: Te darei aquele bicudo que gostas e mais uma compensação. Fechei e fiquei sem o Caxangá. Aí vem o pior, não durou um mês o Carone me ligou e disse "Oh, o Caxangá morreu". O que fazer, mais um pássaro extraordinário que se foi e não deixou filhotes.