07/05/2013
Morava em Santo André, em 1965, adquiri o curió Calminha lá no Parque das Nações. Disseram-me que era oriundo de Santa Catarina. Tinha o canto bem lento e por isso o nome. Muito manso e valente cantava o dia inteiro e era um belíssimo curió. Minha intenção com ele era de participar das rodas de fibra aqui pelos lados da alta mogiana. Cheguei a colocá-lo na roda , mas quase sempre sem fêmea e isso era um grande erro, pois nenhum curió dá roda sem estar muito bem acasalado e o Calminha não poderia ser diferente. Levei ele uma vez pelos lados da Ilha Comprida e passei o dia inteiro para pegar um pardo maravilhoso que foi o último curió que peguei na natureza, serviu de exemplo para mim. Peguei o bicho mais ou menos às 16 horas da tarde e coloquei-o num transporte e voltamos direto para Santo André. A noite por volta das 22 horas quando quis colocá-lo numa gaiola apropriada ele estava morto. Fiquei chocado e para mim chegou, nunca mais quis caçar ou capturar um curió na natureza. Nem precisou mais porque há milhares de curiós a nossa disposição nascidos domesticamente e cada um melhor do que o outro. O Calminha ficou comigo por uns 5 anos e deixou saudades pelo seu jeitão macio de cantar.