07/05/2013
Lá pelo final dos anos 90, apareceu em Brasília na mão do SERKA um curió de fibra de nome Cassino. Era de impressionar a quantidade de cantos que o bicho emitia nas provas de fibra, chegava a passar de 200 cantos em 10 minutos e beirava 300 em 15 minutos. Várias vezes deu para comprovar o feito. O mais interessante que o bicho não era repetidor, só dava um canto fora da roda. Com mais ou menos 6/7notas meio praiado, dava um quim-quim-té-té-tuá-tua e intervalava com 3/4 segundos para dar outro canto, isso o dia todo cantando. Na roda ele emendava um canto no outro e o intervalo entre um canto e outro passava a ser de décimos de segundo, parecia então que ele era um grande repetidor. Na minha vida nunca vi ou percebi outro com essa mesma performance. Para dizer a verdade em 50 anos de presença em rodas de fibra de curió, nunca vi ou ouvi outro que tivesse essa facilidade em cantar. No entanto, nada é perfeito, ele tinha um problema, não podia escutar um barulho forte porque desasava. Num simples batido de palma ele desasava e tinha que ser retirado da roda. Consegui adquiri-lo da mão de Rossino, que havia pegado da família do saudoso Geraldo Mamede. Em Brasília já estava manjado e não havia como colocá-lo na roda porque no menor descuido chegava um e batia palma de propósito, aí vinha a chateação de retirá-lo imediatamente da prova. Pensei trazendo-o para São Paulo, ninguém conhece e assim poderei tirar muitos troféus com ele. Dito e feito, nos primeros torneios que levei primeiro lugar em vários deles. Aí, inadvertidamente contei isso em segredo a um curioseiro muito presente às rodas, pra quê. Foi a derrocada, era eu ter um descuido que lá vinha o aviso: olha o Cassino desasou!!depois de algumas vezes fiquei muito chateado. Resolvi então levá-lo para o Marcílio Picinini para tentar tirar filhos dele, já que havia conseguido. Infelizmente ele não se mostrou produtivo, era infértil. Assim, o que fazer mais um extraordinário pássaro que foi a óbito sem nenhuma produção!!!!