30/04/2014
BELEZÃO
Este bicudo Belezão há uns 15 anos me foi dado de presente pelo amigão Catarino Lima, lá em Belém PA. Um pássaro de linda estampa, do bico rajado bem escuro, enorme. Tentei saber de onde tinha vindo, disseram que provavelmente do Amapá, era um bicudo de certa idade. A intenção era a reprodução, assim fizemos, à época. Acasalei o “lindão” com uma filhota Lagopas (Baiche x Pretinha). Lembro que a Pretinha era mãe do campeão Escurinho, tinha nas costas mais de cinco mortes de machos. Depois que percebi que os dois estavam se dando muito bem e para facilitar os soltei juntos no viveiro porque ela já estava bem acostumada. Começaram a aninhar, ela carregando raiz de capim e ele a cantar de fogo, aparentemente tudo certo. No dia seguinte, antes de almoçar estive dando uma olhada, tudo bem. Um tratando o outro no bico, ótimo vai dar certo, pensei. Mais a tarde fui dar outra olhada, a surpresa: o bicudão estava morto e ela voando de um lado para o outro, nervosa num “quem-quem” a semelhança de sua mãe, uma verdadeira fera. Fazia igual, quando ficava com a libido em alta sua agressividade ia ao extremo, infelizmente não dei sorte, embora de altíssima genética ela também veio a óbito logo depois. O problema maior é que cada pássaro tem a sua individualidade e um comportamento diferenciado, o manejo reprodutivo desses bichos é muito complicado. Como sempre digo, reproduzir bicudos e curiós não é igual produzir galinha, exige muita observação, dedicação e trabalho.
Aloísio Pacini Tostes
Bonfim Paulista – Ribeirão Preto SP
Multiplicar para Conservar